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Financiamentos para PME requerem uma melhor e mais responsável gestão

Financiadores públicos como BNDES e FINEP crescem para as PMEs, mas para ter capital é preciso administrar com competência

 

O acesso a fundos e linhas de crédito de capital público sem dúvida aumentou para pequenas e micro empresas, mas falhas na gestão ainda impedem muitos pequenos negócios de obter capital de giro e há inclusive fundos que acabam não alocados, por falta de empresas que preencham seus requisitos.

A consultoria Deloitte realizou estudo que demonstra esse crescimento no acesso. Das 250 pequenas e médias empresas que mais crescem no país, 42% utilizaram linhas públicas de financiamento durante os últimos três anos. Em 2006, esse número chegava a apenas 17%.

Para André Fernandes Lima, professor em economia e finanças na Universidade Presbiteriana Mackenzie, este número só não é ainda maior por uma questão cultural.

“Infelizmente, muito destes empresários tem o costume de modificar seus balanços com o intuito de pagar menos imposto e acabam 'dando um tiro no próprio pé'. Quando recorrem ao BNDES e tem o recurso negado colocam a culpa na burocracia”, explica.

As PME’s se profissionalizam

A pesquisa da Deloitte ainda mostra que as PMEs que se destacam possuem gestão organizada e profissional. Das 250 empresas ouvidas, 82% possuem um planejamento estratégico e outras 9% pretendem implantá-lo.

Boas práticas de governança corporativa também é mais comuns entre as empresas de menor porte, uma vez que 69% das principais PMEs do país já contam com uma diretoria executiva e 40% delas possuem conselhos fiscais, segundo dados da pesquisa.

Exigências ao beneficiário
Gestão organizada do ponto de vista administrativo e de finanças facilita o acesso às linhas de crédito do BNDES. Por isso, antes mesmo de entrar com pedido de crédito junto ao banco, Fernandes Lima recomenda atenção nas exigências da análise do órgão, que incluem:

•    Capacidade de pagamento;
•    Cadastro comercial satisfatório;
•    Estar quites com obrigações fiscais e previdenciárias;
•    Não estar em regime de recuperação de crédito;
•    Dispor de garantias para cobertura do empréstimo;
•    Cumprir com a legislação ambiental.


Portal HSM
16/11/2011

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Comentários

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O processo é burocrático sim, principalmente porque essas garantias muitas vezes têm de ser de 1,25 até 2 vezes o valor solicitado para finaciamento. Isso torna o processo moroso. Seria mais prático se fosse feita uma auditoria nos setores da empresa para comprovar a boa gestão desta e, consequentemente, o resultado satisfatório do investimento.

Sou um estudioso da gestão de PME´s, Quero trabalhar com linhas de financiamentos tipo BNDES, qual é o melhor caminho a seguir?

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