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Redes sociais: a nova fronteira do e-commerce

Ter uma loja nas redes sociais significa que o objetivo das ações deixa de ser “conseguir novos compradores” para “conquistar novos amigos”. Saiba a razão.

De acordo com a pesquisa mais recente do e-Bit, divulgada durante o evento Semana do e-Commerce em São Paulo, 23 milhões de internautas já fazem compras pela internet, o que em 2010 deve representar faturamento de RS$ 14,3 bilhões, mantendo a taxa de crescimento do setor acima dos 30% anuais. E tudo leva a crer que esses números devem continuar aumentando em 2010 devido à economia favorável e à elevação do número de internautas no Brasil, que já soma 67 milhões.

Mas se o cenário é amplamente favorável, a concorrência passa a ser mais acirrada: novas empresas, aumento da oferta, guerra de preços etc. O comércio eletrônico tende a se tornar um “oceano vermelho”, em que se sobressair e conquistar o consumidor será cada vez mais difícil.

Para sair desta situação e chegar ao “oceano azul” onde estão as oportunidades, a pressão da concorrência não se faz tão presente e o consumidor não só tende a ser mais fiel como até um defensor da loja preferida, as empresas precisam direcionar suas ações às redes e mídias sociais, a nova fronteira do e-commerce. Também neste aspecto o Brasil oferece grandes oportunidades.

Mas dar esse passo não significa, como muitas lojas vêm fazendo, atuar com propaganda da mesma forma que nas mídias tradicionais. Como o próprio nome já indica, as redes sociais não são apenas uma mídia (meio de comunicação) e sim uma rede de relacionamentos. Isso significa que o objetivo das ações deixa de ser “conseguir novos compradores” para “conquistar novos amigos”.

Este é um conceito-chave para garantir resultados e também o grande desafio. Para ajudar a desenvolver uma estratégia realmente efetiva, vale a pena prestar atenção nas orientações de profissionais e especialistas que participaram da Semana do e-Commerce:

1 - Não há fórmulas prontas. Uma empresa pode conseguir vendas imediatas ou usando a mesma estratégia, ter resultados pífios. Por isso é importante que a loja faça um estudo prévio, estudando públicos-alvo, segmentos, comunidades e a forma como elas interagem, de modo a desenvolver uma estratégia própria.

2 - Redes sociais não são mídias de massa. Não espere atingir centenas de milhares de pessoas de uma vez, é um trabalho de médio e longo prazo. Lembre-se, conquistar a confiança de um amigo leva tempo.

3 - Lembre-se que os mesmos recursos das redes sociais que estão à disposição para a loja fazer suas promoções também estão à disposição das pessoas para elogiar ou reclamar. Da mesma forma que sua mensagem pode ser bem recebida e se tornar um “viral” atingindo milhares de pessoas, uma reclamação ou insatisfação se propaga com a mesma velocidade e com efeitos ainda maiores.

4 - Envolva outras áreas. De acordo com pesquisa da consultoria Deloitte, 70% das empresas focam sua atuação nas redes sociais em marketing e vendas. Mas como foi citado anteriormente, as ações geram todo o tipo de feedback: compra, elogios, reclamações, dúvidas etc. Por isso, existe a necessidade de que outras áreas (SAC, relações públicas) estejam envolvidas.

- Tenha um plano de crise. O envolvimento de outras áreas, inclusive da liderança da empresa, é importante também para a elaboração de um plano de crise de imagem que porventura envolva a loja nas redes sociais. A empresa precisa se antecipar a problemas que possam ocorrer e colocar o plano em prática com rapidez se o pior acontecer.

Silvio Tanabe (Consultor de marketing digital da Magoweb)

HSM Online
17/09/2010

3 votos

Comentários

Bom artigo, gostei!
Já atuei em e-commerce e estou envolvido com Redes Sociais. Já pensei sim em ter uma loja no Facebook, relacionamento com o cliente no Twitter, Facebook e Orkut, vídeos de divulgação no Youtube, newsletters. ...

Quero investir!
Do que sentem falta? Que tipo de loja os atrairia? Que produtos e serviços esperam? Qual o diferencial?

Abraços, @neigrando

Bom artigo, gostei!
Já atuei em e-commerce e estou envolvido com Redes Sociais. Já pensei sim em ter uma loja no Facebook, relacionamento com o cliente no Twitter, Facebook e Orkut, vídeos de divulgação no Youtube, newsletters. ...

Quero investir!
Do que sentem falta? Que tipo de loja os atrairia? Que produtos e serviços esperam? Qual o diferencial?

Abraços, @neigrando

Excelente abordagem. Nós somos os organizadores da Semana Ecommerce e temos o unico curso no Brasil de formação de Gerentes de Midias Sociais: www.ecommerceschool.com.br

Surge a figura de um novo profissional.

Muito bom comentário.
Neste cenário, desponta a figura de um novo profissional, provido de conhecimentos, habilidades e atitudes específicas e talvez novas nas organizações de mercado.
Mais que relações públicas ou atendimento ao consumidor, é necessário aproximar-se de seus consumidores com sensibilidade pessoal para construir a sustentabilidade do negócio.
Quem se habilita a ocupar este lugar?

Conhecer com quem a empresa vai se relacionar é de extrema importância para criar a estratégia certa para a vida virtual futura da empresa.
As redes sociais estão crescendo mas ainda é uma parcela muito pequena do publico online, o que as transforma em uma cidade do interior, onde um passo errado seu pode ser propagada de uma forma extremamente rápida.

As redes sociais vieram para ficar, pois estão cada vez maiores e inovando a todo tempo. O comércio eletrônico (e-commerce) também está se consolidando, a união destes dois mundos também está acontecendo.

Vale a pena observar esta tendência natural, com estudo, planejamento e implementação com cautela. Lembrar sempre que se tratam de redes de Relacionamento. Cuidado!

Existe também um novo conceito interessante que é o de compra em grupo ( Group Buy) onde os compradores pelo volume conseguem descontos significativos em produtos e até mesmo em serviços.

Nós estudamos este mercado a 2 anos, e num mesmo ambiente online, criamos um novo conceito em Rede Social que denominamos de COOS -Comunidade Online Offline Social, multiplataforma de Relacionamento e Negócios com posicionamento no Crowdsourcing, Microfunding e Socialcommerce. A DekDu, http://www.dekdu.com , permite ao usuário criar projetos, compartilhar idéias, captar recursos financeiros, se relacionar como qualquer outra rede social e ainda ter sua própria loja virtual no modelo grátis e/ou premium contando ainda com uma solução em meios de pagamentos própria - DekPag. Todo o conceito é baseado no modelo Saas via aplicativos. Precisamos de colaboração para comunicar o projeto e desenvolvê-lo, ja saimos em alguns blogs nacionais.
Atenciosamente,
Paolo Umberto Petrelli
@dekdu

Muito bom artigo, pois relaciona Comércio Eletrônico com Mídias Sociais.

Fui um dos pioneiros na Internet comercial no Brasil, onde desde 1995 desenvolvi com minhas equipes diversas soluções de software Web incluindo Portais, lojas virtuais e outras soluções de e-Commerce B2B e B2C e atualmente tenho procurado estudar, aprender e praticar formas de utilizar com discernimento as redes sociais somadas com todo o conhecimento que adquiri ao longo destes anos.

Segue um link para um artigo com ênfase na relação de confiança necessária ao uso correto das redes sociais como mídia - Agentes de Confiança: http://wp.me/pMSqs-G

Abraços,

Nei

Eu destacaria como ponto vital o plano para crises, pois dentro das redes sociais a proporção que as notícias tomam chegar a ser exorbitantes. Saber como lidar com essas adversidades agragará um valor muito positivo à marca.
Abraços
http://www.webcontexto.com.br

Com certeza as redes sociais deixaram de ser um entretenimento para tornar-se uma excelente oportunidade de contato de negócios.

Como gerente comercial da Rádio Sara Brasil FM na cidade de Aracaju, comecei junto com a equipe a investir nas redes. O Orkut e o Twitter já nos renderam alguns contatos publicitários fechados. E olha que estamos no início de nossos esforços de Marketing.

São caminhos sem volta. o futuro é o aperfeiçoamento das redes. Mais ferramentas. Mais oportunidades. novos desafios.

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